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lyrics

A G U L H A S
(Letra: Rodrigo Fróes)
Ciente das agulhas e como vão queimar
Em grupos ou avulsas elas não vão penetrar
Sozinho sob a escama, sem fuga ou proteção,
Elas que me atravessem e atinjam este chão (só que eu não!)

Entre a cama e as marcas, num estéril jardim,
Eu broto entre pedras e antifloresço assim
Nem lebre nem serpente, mas plena exclusão
Marco minha presença promovendo esta implosão

E para me cavar sorrisos,
Enfaixa-me o rosto, abra-me pro espanto, trate-me melhor.

Semeie suas crenças pra bem longe daqui
Minha religião é o Cristo torto de Dalí
Não vejo meu futuro no credo em batalhar
Enquanto elas perfuram, eu só sei não ter lugar

Desejo as belezas com asco e distância
Esgarço como posso o que já se construiu
O que move este mundo são alegrias vis
Novos sorrisos velhos desbotando o seu verniz

Não venha me consolar.
Entendi o mundo no dia em que batizei um cachorro.
Nem alvo, nem a flecha, nem amante, nem suicida
Mas tolo irracional apaixonado pela vida
Mesmo prostrado aqui entre o nada e o ser,
Minha razão escolhe se prender ao que é meu

Não vejo a quê me integrar.
Sou apenas rochas rasgando este seu melhor esforço.

Ciente destas marcas e como vão queimar
Em grupos ou em crenças elas não vão penetrar
Nem lebre, nem beleza, mas plena exclusão
Marco minha distância com sonora distorção

E quanto às minhas portas vis,
Me puseram na agulha, mas eu votei pela culatra.

(Dedicado a Henry Chinaski)

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from Quem Acredita em Simetria?, released July 8, 2013

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tijolodevera Niterói, Brazil

Banda fundada em Niterói (RJ) em 2005 com o desejo por uma mescla entre a música autoral, a poesia, o humor nonsense e o cinema. Influências do punk ao Scorcese, de Oswald de Andrade a Monty Python, do surf ao tantra.

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